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Vida e Saúde - Blog

Gastrite: tipos, causas, sintomas e tratamento.

sábado, 10 de dezembro de 2016

O estômago dói tanto que parece que alguém coloca e tira uma tocha do abdome superior, em uma queimação que parece não ter fim. Náusea e vômito também podem denunciar que há alguma coisa errada: é a dispepsia, sintomas da gastrite erosiva que pode causar úlceras ou erosões na parede do estômago que, por sua vez, podem começar a sangrar. Ou simplesmente pode não sentir nada – sim, porque para muita gente a gastrite é uma doença silenciosa, principalmente em seus estágios iniciais.

Como há uma série de fatores que podem deflagrar a mazela, a única forma de saber se você tem ou não é através de exames específicos. Como é uma doença relativamente comum, vale a pena saber mais sobre ela e ficar de olho em seus sintomas, tipos, causas e tratamentos. 

Gastrite e seus sintomas – ou a falta deles 

A gastrite nada mais é do que uma inflamação no revestimento da parede do estômago, uma mucosa que contém células especiais que produzem enzimas e ácidos que ajudam a quebrar os alimentos facilitando a digestão, e o muco, que protege esse revestimento do próprio ácido produzido. Só que quando a mucosa está inflamada, todas essas substâncias deixam de ser produzidas na quantidade adequada.  

No entanto, se você imagina que é por causa dessa produção reduzida que aparecem os sintomas, saiba que aparentemente não tem nada a ver. A verdade é que a relação entre os sintomas e a inflamação em si até hoje não é muito clara, já que há pessoas que não sentem absolutamente nada apesar de terem gastrite. Por outro lado, nem sempre a dor é gastrite, já que há muitas doenças e distúrbios que podem causar dores, sensação de queimação, azia e enjoos - e a maioria das pessoas que apresenta esses sintomas abdominais superiores não tem gastrite. 

Como saber se é mesmo gastrite e qual o seu tipo? 

Confuso? Nem tanto, até porque há uma forma bastante eficiente para saber se é ou não gastrite: através do exame de gastroscopia ou endoscopia. Nele, um tubo desce pela boca até o estômago, levando uma pequena câmera que mostrará a situação da mucosa estomacal. Se o médico julgar necessário, no próprio exame pode ser retirada uma pequena amostra do tecido para biópsia. 

Outros exames também podem indicar a presença de gastrite. Na seriografia contrastada de esôfago, estômago e duodeno, um contraste ingerido pelo paciente permite que o sistema digestivo seja visível nos raios-X, mas o exame é pouco utilizado atualmente. Outra alternativa é o exame de sangue para a detecção de anemia, que indicaria hemorragia crônica. Por fim, o exame de fezes pode detectar a presença de sangue nos dejetos. 

É bom saber também que há vários tipos de gastrite:

  • aguda: aparece de forma súbita e acentuada;
  • crônica: dura muito tempo, podendo ficar até a vida inteira se não for tratada;
  • erosiva (pode ser aguda ou crônica): apesar de não ser uma inflamação muito significativa no revestimento do estômago, é capaz de criar lesões que podem até sangrar.  

Mas afinal, o que provoca a gastrite? 

As causas da doença podem ser variadas. A bactéria Helicobacter pylori (H. pylori) é a causadora mais comum da gastrite não erosiva. Transmitida de uma pessoa para outra, ela também pode ser passada por água e alimentos contaminados, principalmente nas áreas com saneamento precário e com maior densidade populacional. Em alguns países em desenvolvimento a taxa de infecção pode chegar a 80%. No Brasil, de acordo com a federação Brasileira de Gastroenterologia, o índice é de 70%. 

Já as gastrites do tipo erosiva, aguda e crônica têm como principal causa os anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs), como ibuprofeno e aspirina em uso prolongado. Logo após vêm o álcool, a cocaína e a radiação. Outros fatores que podem desencadear a gastrite são as cirurgias, doenças críticas, queimaduras graves e lesões traumáticas.  

Causas menos comuns, mas que também podem ocorrer, são as doenças e desordens do aparelho digestivo, como a doença de Crohn, a anemia perniciosa, fungos, parasitas, viroses e outras bactérias diferentes do H. pylori, além das doenças autoimunes, que fazem com que o sistema imunológico ataque as células saudáveis da parede do estômago. 

O tratamento é igual para todos os tipos de gastrite? 

O tratamento vai depender da causa da inflamação da mucosa, mas geralmente inclui medicamentos que reduzem a quantidade de produção de ácido no estômago, melhorando os sintomas e favorecendo a cura do revestimento. Pode também haver suspensão de anti-inflamatórios utilizados (no caso dos AINEs) e ainda, quando detectada, o tratamento da H. pylori é essencial para que a bactéria não leve ao câncer ou ao desenvolvimento de úlceras no próprio estômago ou no intestino delgado. 

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Quer saber mais sobre gastrite ou alguma outra doença? Deixe sua sugestão aqui nos comentários e não deixe de continuar lendo nosso blog!

 

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