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Vida e Saúde - Blog

Check-up cardiológico: porque é importante e quando fazer.

quarta, 26 de janeiro de 2022

Os problemas no coração costumam ser responsáveis pela maioria das mortes evitáveis. Conforme aponta a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% dos fatores causadores de doenças cardiovasculares podem ser modificados através da prevenção. Por isso, o check-up cardiológico é tão importante.

Mesmo quando a pessoa não apresenta sinais de problema cardíaco, alguns fatores de risco podem apontar a necessidade do check-up, seja para identificar problemas pré-existentes ou mesmo para controlar alterações que venham a prejudicar a saúde do coração.

Veja a seguir como fazer um check-up cardiológico e porque ele é fundamental para sua saúde e qualidade de vida!

Fatores de risco que exigem um check-up cardiológico

As doenças do coração costumam ter duas origens bem definidas: a hereditariedade e os maus hábitos. Portanto, com base desses dois aspectos, os fatores de risco para doenças cardíacas se tornam mais visíveis.

Assim, pessoas que possuem histórico familiar de problemas no coração, obesos, fumantes e sedentários, bem como indivíduos com uma rotina de trabalho estressante, devem fazer o check-up cardiológico regularmente.

Além disso, portadores de diabetes, doenças endócrinas, problemas renais e hipertensos também necessitam de acompanhamento com o cardiologista, pois apresentam maior risco de desenvolver um problema no coração.

Vale ressaltar que a idade recomendada para a realização do check-up cardiológico é de 35 anos para os homens e 40 anos para as mulheres. Isso, é claro, considerando um indivíduo saudável.

Pessoas com maior predisposição ou que apresentem sintomas de problema cardíaco devem procurar um especialista para a realização de exames já por volta dos 20 anos de idade.

Principais exames desse tipo de check-up

Ao fazer um check-up cardiológico, o paciente passa primeiramente pela avaliação clínica do cardiologista. Na consulta, ele fará uma investigação sobre as condições gerais de saúde, hábitos alimentares e de rotina, fatores de risco, entre outros.

Feito isso, serão solicitados alguns exames laboratoriais - geralmente de sangue e urina - e exames de imagem que ajudam a identificar possíveis problemas no coração. Entre os principais exames solicitados no check-up estão

  • - Eletrocardiograma - serve para avaliar a atividade elétrica do coração e seu ritmo, analisando a velocidade e quantidade das batidas. Serve para diagnosticar a presença de arritmias e infarto, entre outros;
  • Ecocardiograma - é um exame de imagem que analisa o fluxo sanguíneo, bem como a estrutura e o funcionamento do coração, artérias e válvulas;
  • Teste ergométrico - é utilizado para avaliar como o coração se comporta diante de um esforço, analisando os dados de ritmo, frequência cardíaca e pressão arterial;
  • Holter - serve como complemento ao eletrocardiograma, onde o aparelho deve ficar preso ao corpo do paciente por um período de 24 horas, registrando as possíveis alterações cardíacas.

Quais doenças podem ser prevenidas com o check-up cardiológico?

Ao realizar o check-up cardiológico, é possível prevenir a maior parte das doenças cardíacas. Desde infarto, arritmias, angina e cardiomiopatias, passando por hipertensão, insuficiência cardíaca, arteriosclerose e Acidente Vascular Cerebral (AVC), a realização de consultas preventivas e exames periódicos pode identificar problemas logo na fase inicial, possibilitando um tratamento mais rápido e eficaz.

Doenças do aparelho digestivo: como fazer o diagnóstico?

segunda, 24 de janeiro de 2022

"Tão importante quanto o que comemos é o que absorvemos". Essa frase, dita repetidamente pelos médicos e de autoria desconhecida, caracteriza bem a importância da prevenção às doenças do aparelho digestivo para a saúde do ser humano.

Cuidar da saúde gastrointestinal é essencial para ter uma vida saudável. É por meio do sistema digestivo que os alimentos são processados e os nutrientes absorvidos pelo corpo. Além disso, a saúde do intestino impacta diretamente na saúde mental, já que o órgão é responsável pela produção de grande parte da serotonina.

E cuidar da saúde gastrointestinal inclui o diagnóstico precoce de possíveis doenças do aparelho digestivo. Por isso, neste artigo, vamos falar sobre os principais problemas que podem ser diagnosticados através dos exames de endoscopia e colonoscopia, e como esse diagnóstico é imprescindível para o tratamento precoce e eficaz.

Principais doenças do aparelho digestivo

O aparelho digestivo é um dos maiores e mais complexos sistemas do corpo humano. Muitos órgãos fazem parte deste aparelho, por isso, muitas são as doenças que podem acometê-lo. Para ficar mais claro, é importante levar em consideração que o sistema digestivo inclui boca, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e esfíncter anal, além de estar ligado ao pâncreas e ao fígado.

Diagnóstico com o auxílio da endoscopia

Através da endoscopia, o médico consegue ter uma melhor visão da mucosa do esôfago, do estômago e da primeira parte do intestino delgado, o duodeno. Assim, doenças que acometem esses três órgãos podem ser diagnosticadas através da endoscopia, entre elas

  • - Esofagite (inflamação do esôfago);
  • Refluxo gastroesofágico (quanto o conteúdo do estômago volta, de forma involuntária, para o esôfago);
  • Gastrite (inflamação do revestimento do estômago);
  • Tumores;
  • Sangramentos;
  • Hérnia de hiato;
  • Câncer de estômago.

Diagnóstico através da colonoscopia

Já na colonoscopia, o médico consegue visualizar o intestino grosso e o último pedaço do intestino delgado, o íleo terminal. Através deste exame é possível identificar

  • Pólipos intestinais (células que crescem desordenadas dentro do intestino);
  • Câncer de intestino;
  • Doenças inflamatórias do intestino delgado e grosso, entre elas a colite, a síndrome do intestino irritável, Crohn e a diverticulite;
  • Varizes.

A colonoscopia é solicitada pelo médico quando há uma mudança brusca no funcionamento do intestino ou devido ao aparecimento de alguns sintomas, como diarreia frequente e sangramentos. Contudo, a partir dos 50 anos, fazer o exame de colonoscopia rotineiramente é indicado pelos médicos para diagnosticar precocemente o câncer de cólon, que pode atingir o intestino, o cólon e o reto.

Doenças do aparelho digestivo e a importância do diagnóstico precoce

A endoscopia e a colonoscopia são exames que caminham juntos quando o assunto é o diagnóstico precoce de doenças do aparelho digestivo. Através deles, os médicos conseguem uma melhor visualização dos órgãos deste sistema tão grande e complexo.

Muitos indivíduos têm receio ou até mesmo medo de fazê-los, mas eles são exames essenciais para a identificação de doenças que, sem tratamento, podem levar a morte.

O diagnóstico precoce das doenças do aparelho digestivo é imprescindível para que o médico possa auxiliar o paciente com o melhor tratamento. Inclusive, muitos médicos solicitam a realização da endoscopia e da colonoscopia juntas para ter uma melhor visão de todo o sistema digestivo.

Cólicas na gravidez: por que elas acontecem?

quarta, 19 de janeiro de 2022

É natural ficar preocupada com cólicas na gravidez, principalmente durante a primeira gestação. Nesse período, o corpo da mulher passa por muitas transformações para acomodar um bebê durante os nove meses seguintes, e por isso sentir cólicas na gravidez é, na grande maioria dos casos, algo normal.

As cólicas normais aparecem na região do ventre e são sentidas pela mulher como uma espécie de cãibra. Elas nunca devem aparecer com outro sintoma associado, como corrimento, febre ou dores persistentes. Nestes casos, o ginecologista e obstetra deve ser consultado imediatamente.

Por que as cólicas na gravidez acontecem?

O útero é um músculo e as cólicas significam que este músculo está se contraindo. Diversos fatores podem ocasionar a contração do útero, sendo os principais

  • - ficar longos períodos sem urinar;
  • gases;
  • prisão de ventre;
  • exercícios físicos;
  • relações sexuais, incluindo o orgasmo;
  • infecção urinária.

Durante os primeiros três meses de gestação, as cólicas podem ser ainda mais comuns, pois o útero está se adaptando à implantação do embrião e se expandindo para acomodar o feto. Já nas últimas semanas (a partir da 37ª), as cólicas podem ser indício de que o trabalho de parto está próximo ou também podem significar que o bebê, agora maior e mais pesado, está se mexendo.

Como prevenir e aliviar as cólicas na gravidez

Para prevenir as cólicas na gravidez é importante que a gestante se mantenha em movimento. Os exercícios, quando moderados e acompanhados por um profissional, são de grande auxílio. Além disso, beber bastante líquido e aderir a uma dieta balanceada são grandes aliados para manter os sistemas urinário e digestivo funcionando da melhor forma. O ideal é evitar alimentos que são de digestão lenta e que possam causar a retenção de líquido e de gases.

Mas quando a cólica aparecer, existem algumas táticas que podem trazer alívio, como as seguintes

  • reduza um pouco as atividades físicas (ou a carga dos exercícios);
  • faça alongamentos e pausas durante o dia;
  • tome banhos quentes todas as noites antes de deitar.

Outra tática utilizada por muitas mulheres são as cintas de sustentação, para trazer algum conforto. No entanto, as cintas devem ser de velcro simples e nunca muito apertadas.

Nunca coloque bolsas térmicas no abdômen com o objetivo de diminuir as cólicas na gravidez, pois isso pode aumentar a temperatura do útero e ser perigoso para a gestação. 

Também jamais se automedique! Havendo necessidade, consulte o médico de confiança, pois ele pedirá os exames necessários e também saberá qual o medicamento ideal para o caso.

Quando a cólica na gravidez não é normal?

Algumas cólicas na gravidez podem significar que há algo errado e que um ginecologista e obstetra deve ser consultado. Fique atenta quando

  • as cólicas forem similares a contrações e acontecerem seguidamente (seis ou mais em menos de uma hora);
  • junto com a cólica houver sangramento e tontura;
  • aparecer um corrimento em cor rosa;
  • as cólicas forem persistentes e não passarem;
  • existir dor abdominal ou nas costas associada à febre, náuseas e vômito.

Quando a cólica, associada a algum destes sintomas, ocorre no início da gravidez, a mulher pode estar passando por um aborto espontâneo. Já quando ocorre no final da gestação, a mãe pode estar em trabalho de parto. Havendo qualquer uma destas situações, o médico que faz o acompanhamento da gravidez deve ser consultado.

 

6 dicas para curtir o verão com saúde.

segunda, 17 de janeiro de 2022

O verão costuma ser sinônimo de férias, descanso e diversão. No entanto, manter os cuidados com a saúde nesta época é essencial para aproveitar bem os momentos de lazer e evitar uma série de problemas que se tornam mais frequentes com o calor e a exposição ao sol, por exemplo.

À medida que ficamos mais expostos, saímos mais para ir à praia ou passamos horas na piscina, uma série de cuidados se tornam necessários. A hidratação deve ser maior e mais frequente, o protetor solar deve ser utilizado de forma correta, a alimentação precisa ser leve... Enfim, os cuidados com a saúde no verão não podem ser negligenciados, principalmente se seus planos são curtir férias tranquilas e sem preocupações!

Por isso, separamos 5 dicas básicas, mas valiosas, para que você não descuide da sua saúde no verão e aproveite ao máximo a estação do sol. Confira!

Cuidados com a saúde no verão? Veja 5 dicas para se proteger

A estação mais quente do ano também é aquela que nos deixa mais vulneráveis aos problemas de pele, à insolação e à desidratação. Isso só para citar alguns problemas que exigem mais cuidados com a saúde no verão.

Portanto, para curtir as férias longe de doenças e aproveitar ao máximo esse período, listamos 5 dicas para quem não quer descuidar da saúde

1. Não esqueça o protetor solar e invista em roupas com fotoproteção

Com certeza você já percebeu  ou ouviu de alguém que "o sol não é mais o mesmo". Claramente, sabemos que o astro-rei continua, sim sendo o mesmo há bilhões de anos, mas é verdade também que as mudanças climáticas e a destruição da camada de ozônio têm provocado mudanças na forma como os raios solares UVA e UVB nos atingem aqui na Terra.

Por isso, a cada ano se torna mais necessário proteger a pele contra os raios ultravioleta B, que podem provocar sérias queimaduras e, a médio e longo prazo, desencadear o câncer de pele.  Assim, é fundamental aplicar filtro solar em todo o corpo e reaplicar a cada duas horas se você for à praia ou piscina, e sempre no rosto, mesmo que não se exponha diretamente ao sol.

O uso de roupas com fotoproteção também é recomendado se você gosta de praticar esportes ao ar livre, ou mesmo para aquele passeio de bicicleta ou caminhada.

2. Mantenha  uma alimentação leve e equilibrada

Durante o verão, evite ao máximo comidas pesadas e gordurosas. Isso porque, durante os meses mais quentes, nosso gasto de energia costuma ser reduzido, e assim gastamos menos calorias, o que não combina com um consumo exagerado de massas, doces e frituras, por exemplo.

Ou seja, entre os cuidados com a saúde no verão está uma alimentação mais leve, com verduras e legumes, carnes brancas (se você está na praia aproveite os frutos do mar!) e muitas frutas, que além de alimentar, ajudam na hidratação.

3. Beba muita água

Manter-se hidratado é importante em qualquer época do ano, mas no verão se torna ainda mais essencial. Isso porque nos dias quentes a transpiração aumenta, a fim de diminuir nossa temperatura corporal. Consequentemente o corpo elimina mais líquido, que precisa ser reposto para evitar a desidratação.

Ou seja, ingerir bastante líquido - água, de preferência - faz parte dos cuidados com a saúde no verão, pois previne uma série de problemas, especialmente se houver um consumo maior de álcool. O ideal, portanto, é ingerir cerca de dois litros de água diariamente, e priorizar o consumo de sucos naturais ao invés de refrigerantes, por exemplo, principalmente para as crianças.

4. Evitar mergulhar ou nadar após as refeições

Praia e piscina costumam fazer parte da rotina de férias e dos dias de descanso durante o verão. Principalmente entre os jovens e crianças, ficar horas na água é bastante comum e sinônimo de diversão. Mas é importante lembrar que, após as refeições, deve-se evitar nadar ou mergulhar, assim como fazer outras atividades físicas que exigem certo esforço, como pedalar ou correr.

Assim, depois de comer, espere de 40 minutos a 1 hora para entrar na água, tempo que o organismo terá para concentrar o fluxo sanguíneo no estômago e fazer a digestão. Quando não respeitamos esse tempo, aumentamos a chance de indigestão, que podem ocasionar, náuseas, vômito e até desmaios.

5. Cuide da pele contra as micoses

Calor e umidade são dois componentes favoráveis à proliferação de fungos, e por isso as micoses acabam sendo bem comuns durante o verão.

Por isso, entre os cuidados com a saúde no verão devem estar a prevenção de micoses, que pode ser feita com medidas simples, como

  • - não ficar com roupas de banho úmidas no corpo;
  • secar bem os pés e entre os dedos ao tomar banho;
  • não compartilhar toalhas, escovas de cabelo, calçados ou quaisquer peças de uso pessoal;
  • usar chinelos em locais públicos como piscinas, vestiários, saunas, banheiros etc.

6. Mantenha os cuidados com a pandemia

Infelizmente, o número de casos de Covid-19 tem aumentado novamente, sem falar nos casos de gripe por Influenza. Por isso, mesmo que você já tenha se vacinado, não é hora de descuidar!

Continue usando máscara, lavando as mãos constantemente e utilizando álcool gel. Evite aglomerações e, caso tenha se exposto ao vírus, não visite idosos, gestantes e recém-nascidos.

Se chegou a sua vez de tomar a terceira dose da vacina, não deixe para depois! Ela é fundamental para que haja o controle da pandemia e evitar casos graves de infecção pelo novo coronavírus. Dessa forma, você protege a si e aos outros!

Através desses cuidados com a saúde no verão, é possível aproveitar ao máximo o período, curtir com a família e os amigos e não se preocupar com problemas futuros que possam te atrapalhar na estação mais legal do ano!

Espirometria: importância da análise respiratória completa

quinta, 13 de janeiro de 2022

Com certeza você já ouviu falar sobre o exame de espirometria, mas talvez não por este nome. Também conhecido como exame do sopro ou prova de função pulmonar, a espirometria é uma análise da saúde dos pulmões bastante comum.

Através da espirometria, o médico consegue determinar a quantidade (volume) e/ou a velocidade (fluxo) de ar que entra e sai dos pulmões do paciente.

Neste artigo, vamos entender quando a espirometria é indicada, a importância deste exame e como funcionam os padrões respiratórios. Boa leitura!

Quando a espirometria é indicada?

O exame de espirometria é indicado pelos médicos em três situações: para acompanhar pessoas que trabalham em ambientes que podem comprometer a saúde pulmonar, para averiguar a existência de possíveis doenças respiratórias e monitorá-las ou para avaliar a capacidade pulmonar de atletas.

A importância da espirometria

Uma das indicações da realização do exame de espirometria é a investigação e o monitoramento de possíveis doenças respiratórias.

Os padrões respiratórios relacionados no exame poderão indicar a existência de um ou mais distúrbios respiratórios, como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), asma, fibrose pulmonar, fibrose cística e enfermidades da caixa torácica ou neuromuscular.

O exame de espirometria é importante também como check-up para fumantes, exame ocupacional ou pré-operatório e para a avaliação de casos de tosse e dispneia crônicas.

Entendendo os padrões respiratórios

Após realizar o exame de espirometria, o médico terá acesso a uma série de dados

  • - Volume residual (VR)
  • Capacidade pulmonar total (CPT)
  • Capacidade residual funcional (CRF)
  • Capacidade vital (CV)
  • Capacidade vital forçada (CVF)
  • Volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1)
  • Fluxo expiratório forçado máximo (FEFmáx)
  • Fluxo (FEFx ou FIFx)
  • Ventilação voluntária máxima (VVM)

Ao analisar estes dados, o médico deverá levar em consideração a etnia, o peso, a altura e a idade do paciente.

O exame de espirometria poderá indicar distúrbios respiratórios que se dividem em cinco grupos diferentes

  • Restritivo - neste tipo as doenças identificadas mais comuns são a sarcoidose e a fibrose pulmonar idiopática
  • Obstrutivo -  a asma é um exemplo clássico de obstrução das vias aéreas
  • Obstrutivo com capacidade vital reduzida - neste tipo de distúrbio respiratório a obstrução é maior do que no anterior, inclusive reduzindo a capacidade vital do paciente
  • Misto - quando a capacidade vital forçada é muito baixa, isso significa que o paciente tem outra doença associada ao problema respiratório. Um exemplo é a asma e a obesidade
  • Inespecífico - nestes casos existe anormalidade, porém sem obstrução ou restrição clara

Espirometria - mantenha sua saúde respiratória sob vigilância

Visitar o médico regularmente e realizar os exames solicitados é uma ótima forma de manter os cuidados com a saúde. O diagnóstico precoce ainda é a melhor forma para descobrir as doenças enquanto elas ainda podem ser tratadas.

Quando falamos sobre a saúde respiratória, não é diferente. O exame de espirometria serve para descobrir possíveis enfermidades respiratórias e monitorá-las ao longo do tempo. 

Um paciente com fibrose pulmonar, por exemplo, precisa estar sempre sob vigilância para saber a real evolução da doença e, assim, ser tratado da melhor forma. O mesmo acontece com a asma e tantas outras doenças respiratórias que conhecemos.

Janeiro Branco: como promover a saúde mental dentro das empresas?

terça, 11 de janeiro de 2022

O início de ano é sempre um período de reflexão, que nos faz repensar atitudes, hábitos e traçar novos objetivos e metas. Aproveitando esse momento, a campanha Janeiro Branco foi escolhida para que a saúde mental e os cuidados com o bem-estar emocional fizessem parte da lista de prioridades das pessoas ao começar um novo ano.

Nesse sentido, o objetivo da campanha é estimular a compreensão sobre a importância da saúde mental, que deve ser tratada assim como a saúde física, dando os devidos cuidados e priorizando hábitos mais saudáveis, que minimizem os danos emocionais. Afinal, problemas de saúde mental também acabam acarretando problemas físicos.

Além disso, muito se tem falado sobre os cuidados com a saúde mental dentro das empresas, uma vez que o ambiente de trabalho pode ser bastante nocivo, desencadeando doenças como depressão, transtorno de ansiedade e Síndrome de Burnout.

Esta última, inclusive, recebeu recentemente o reconhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) como doença ocupacional classificada na CID 11.

Com a mudança, a síndrome será passa a ser definida como “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”. Antes, era considerado como um problema na saúde mental e um quadro psiquiátrico. Agora, como o Burnout como doença ocupacional, fica ainda mais evidente a necessidade de promover cuidados com a saúde mental dentro das empresas.

Isso porque a partir do reconhecimento da OMS, haverá maior chances de processos trabalhistas relacionados à doença. Caso um funcionário recorra à justiça devido ao esgotamento tendo sido feito o diagnóstico médico, a empresa pode ser responsabilizada e condenada ao pagamento de indenizações.

Principais causas de problemas emocionais no ambiente de trabalho

Na Europa, uma pesquisa realizada pela Ocupacional Safety and Health Association (OSHA) apontou quais as causas mais comuns de estresse no trabalho

  • 72% responderam que é a reorganização do trabalho ou a insegurança laboral
  • para 66%, são os extensos horários ou o volume de trabalho excessivo
  • 59% responderam ser intimidação ou assédio no trabalho

Segundo a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, algumas condições representam maior risco psicossocial e podem afetar diretamente a saúde mental dos trabalhadores. São elas

  • Volumes de trabalho excessivos
  • Prazos muito curtos e irreais para o cumprimento das tarefas
  • Falta de clareza sobre o papel ou função do colaborador
  • Contradição nas exigências por parte dos gestores
  • Comunicação ineficiente
  • Má gestão nas mudanças organizacionais

Como promover o cuidado com a saúde mental dentro das empresas

Um ambiente de trabalho com muitas cobranças, pressão por parte dos gestores e líderes autocráticos e pouco flexíveis pode ser torturante para muitas pessoas. Além disso, vivemos a Era da produtividade, onde o lema "trabalhe enquanto eles dormem" tem sido levado a sério por muita gente, que abdica de momentos de descanso e lazer em troca do tão almejado sucesso profissional.

Tudo isso contribui para o aumento de problemas emocionais, fazendo com que a importância da saúde mental seja desconsiderada dentro e fora das empresas. Todavia, quando um funcionário é afetado por problemas dessa ordem, todos saem perdendo: o trabalho, que se torna improdutivo devido ao sofrimento, e a empresa, que arca com as consequências da improdutividade e dos afastamentos do trabalho.

Nesse sentido, cada vez mais empresas têm compreendido o quanto é fundamental promover ações de saúde mental dentro do ambiente de trabalho. Mas afinal, como isso pode ser feito de maneira efetiva?

A primeira recomendação é criar um grupo responsável por pesquisar e desenvolver estratégias voltadas à promoção da saúde mental, buscando profissionais da área de psiquiatria e psicologia, que possam oferecer suporte e orientação sobre o tema.

Com isso, a realização de campanhas internas, palestras e incentivo à medicina preventiva podem ser os primeiros passos. Aqui, vale a iniciativa de abordar o tema com frequência e, assim, criar uma cultura de saúde mental dentro da empresa, que envolva também os gestores, diretores e até os proprietários do negócio.

Muitas empresas têm buscado oferecer atendimento psicoterapêutico através de empresas especializadas ou incluindo a psicoterapia no plano de saúde empresarial.

Estabelecer um canal de comunicação e demonstrar entendimento sobre a questão, faz com que os trabalhadores se sintam mais acolhidos e, diante de uma situação em que sua saúde mental esteja afetada, poderão buscar apoio dentro do próprio local de trabalho.

Além disso, a promoção de hábitos saudáveis também está relacionada com a saúde mental. Tratar de temas como alimentação, prática de atividades físicas, combate ao fumo e ao álcool em excesso, autocuidado e descanso deve fazer parte das ações.

É importante que todos os envolvidos estejam cientes da necessidade, tanto social quanto econômica, de promover esse tipo de cuidado dentro da empresa. Até mesmo porque os próprios líderes são os que mais lidam com pressões e se tornam vulneráveis diante de problemas emocionais, muitas vezes sem saber como lidar com a questão.

 

Dia Mundial do Diabetes: um alerta para a prevenção e controle da doença.

domingo, 14 de novembro de 2021

Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes apontam que mais de 13 milhões de brasileiros convivem com a doença, que pode trazer graves consequências para a saúde quando não é devidamente tratada.

E dada a importância de se combater este mal, é que o dia 14 de novembro foi escolhido pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como data de celebração com o objetivo de conscientizar a população sobre a doença, evidenciando os fatores de prevenção e as alternativas para quem precisa conviver e tratar o diabetes.

O que é Diabetes e quais os tipos existentes?

O Diabetes Mellitus é considerado uma doença crônica, que ocorre devido à falta de insulina - que é um hormônio produzido pelo pâncreas - ou pela incapacidade do organismo de fazer sua síntese de modo adequado. Este hormônio é responsável por controlar a quantidade de glicose no sangue, ou seja, ele regula os níveis de açúcar no organismo.

Quando ingerimos alimentos ricos em glicose, é preciso que a insulina metabolize essa substância, que é uma das principais fontes de energia do corpo humano. No caso das pessoas com diabetes, não é possível fazer o uso correto da glicose consumida, o que provoca um déficit na metabolização desse carboidrato.

Nesses casos, ocorre a hiperglicemia, que é a elevação dos níveis de açúcar no sangue de modo permanente, e que provoca danos nos vasos sanguíneos, órgãos e nervos. No casos mais graves, sobretudo quando não há um controle da doença, o diabetes pode causar problemas como cegueira e trombose, que tende a levar à amputação dos membros.

Tipos de diabetes

O diabetes é classificado em 4 tipos, confira

Tipo 1

É quando o sistema imunológico ataca e destrói as células produtoras de insulina. É um tipo mais frequente em crianças e jovens, atingindo de 5 a 10% das pessoas que tem a doença.

Tipo 2

Ocorre quando o corpo não produz a quantidade suficiente de insulina ou quando há uma incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. Cerca de 90% das pessoas com diabetes apresentam o Tipo 2, que é mais comum em adultos, especialmente os sedentários e obesos.

Diabetes Gestacional

Surge em decorrência das mudanças hormonais no corpo da mulher, que podem reduzir a ação da insulina. Assim, há uma compensação na produção do hormônio pelo pâncreas. Vale lembrar que o diabetes gestacional pode ou não persistir depois do parto.

Pré-diabetes

Caracteriza-se pelos níveis de glicose acima do normal, mas que ainda não atingiram o estágio de diabetes. Porém, essa condição serve de alerta para a predisposição à doença, devendo ter um controle para que não ocorra o agravamento do quadro.

Principais formas de prevenção

Um estilo de vida saudável, com alimentação adequada e atividades físicas regulares é o maior aliado na prevenção do diabetes.

De acordo com a orientação do Guia Alimentar para a População Brasileira, a alimentação deve ser baseada em "comida de verdade", que consiste em alimentos naturais, preparados de modo caseiro e minimamente processados.

O consumo de industrializados e ultraprocessados, que são ricos em sal, açúcar, corantes e gorduras trans prejudicam a saúde de todas as formas, levando ao agravamento de doenças como o diabetes, entre muitas outras.

Já a prática de atividades físicas auxilia no controle da glicemia, ajuda a manter um peso saudável e também contribui para o controle do estresse, que são fatores que aumentam os riscos de evolução da doença.

Mitos e verdades sobre o Diabetes

Diante da popularidade da doença, e também das dúvidas que surgem, é comum que sejam criados alguns mitos sobre as causas e tratamentos existentes. Separamos a seguir alguns mitos e verdades sobre o diabetes que devem receber atenção. Confira!

Diabetes tem cura: MITO!

Apesar de ser facilmente tratada e controlada, a doença ainda não possui uma cura definitiva. No entanto, o controle dos sintomas e o acompanhamento médico contínuo evitam seu agravamento.

Pessoas magras também podem ter diabetes: VERDADE!

Apesar de o diabetes tipo 2 ocorrer com mais frequência em pessoas acima do peso, esta não é uma regra. Existem muitos fatores que podem contribuir para o surgimento da doença, inclusive a hereditariedade.

Pacientes diabéticos devem comer somente alimentos específicos: MITO!

A dieta de uma pessoa diabética pode ser bem variada, e as restrições se resumem a não ingerir alimentos com muito açúcar, preferindo aqueles baixos em carboidratos e ricos em fibras. Legumes, verduras, carnes magras, bebidas diet e frutas moderadamente devem fazer parte da alimentação de quem tem diabetes.

O Diabetes pode levar a óbito: VERDADE!

Infelizmente, o diabetes pode ser uma doença fatal quando não é tratada. Por isso, o acompanhamento médico e o estilo de vida saudável são cruciais para quem possui essa condição. Em casos de complicações severas, um nível extremamente alto de glicose pode afetar órgãos e levar, sim, o paciente à morte.

Febre: o que ela pode indicar e quando procurar ajuda?

quinta, 04 de novembro de 2021

Quando a febre aparece, costuma assustar. Principalmente nas crianças, ela desperta a atenção dos pais para algo que não vai bem. No entanto, seja qual for a idade, esta elevação da temperatura corporal é considerada normal - até certo ponto - e pode ser desencadeada por uma série de fatores.

O surgimento da febre ocorre como um sistema de defesa do organismo, ativado diante de uma anormalidade que esteja comprometendo o funcionamento. Assim, o aumento da temperatura acontece para combater invasores, geralmente bactérias e vírus.

Desse modo, ao detectar a presença de microorganismos nocivos, o hipotálamo, que é a área do cérebro  responsável pelo aumento da temperatura corporal, é acionado. Portanto, a febre não se trata de uma doença ou problema em si, mas de um sinal de alerta para o verdadeiro problema que se desencadeia em alguma parte do organismo.

Causas mais comuns de febre

A febre pode ser causada por fatores que vão além das infecções por vírus ou bactérias. Insolação, desidratação, condições inflamatórias e tumores malignos são algumas delas. Mas a febre também pode aparecer como efeito adverso de vacinas ou mesmo de alguns medicamentos.

Além disso, existe uma classificação de "causa não identificada", que é dada quando não é possível ao médico diagnosticar precisamente um paciente adulto que apresente temperatura igual ou superior a 38,3°C durante um período de três semanas.

No entanto, entre as origens mais frequentes de febre em todas as idades, podemos destacar

  • - Causada por vírus - costuma acompanhar gripes, resfriados, inflamações na garganta, ou infecções do trato respiratório. Esta costuma ser a causa mais comum de febre em crianças (mais de 90% dos casos)
  • Derivada de doenças crônicas, como artrite reumatoide e colite, por exemplo
  • Febre que tem como origem as chamadas doenças tropicais, que são a dengue, a malária e a febre amarela
  • Efeito colateral do uso de alguns medicamentos
  • Em casos mais raros, a febre pode ter origem em tumores

Parâmetros de temperatura corporal

A temperatura corporal costuma variar ao longo do dia. Geralmente, no início da manhã ela é mais baixa, e se torna mais alta no fim da tarde. Por isso, os parâmetros considerados normais vão de 36ºC a 37,7ºC. Acima disso, já pode ser considerada a presença de febre.

No entanto, para fazer a medição e saber a temperatura correta é preciso utilizar um termômetro. Os modelos digitais são os mais populares e precisos, e também os mais baratos atualmente. Seu formato é bem parecido com os antigos termômetros de mercúrio.

Porém, existem outros modelos, como os termômetros de infravermelho, que se tornaram conhecidos com a chegada da pandemia no novo coronavírus. Contudo, esse tipo de aparelho só deve ser utilizado em crianças acima dos 4 anos de idade. Mas além de custar bem mais que os digitais, o termômetro infravermelho não é considerado tão preciso.

Como fazer a medição correta?

Nos termômetros digitais, o modo mais comum de medir a temperatura é pela axila. Para isso, deve-se posicionar o aparelho no local e manter o braço fechado e imóvel, impedindo que o termômetro se desloque. Este modelo possui um sinal sonoro, que irá tocar após o tempo necessário de aferição. Então, basta conferir o número no visor.

Além da medição axilar, também existem as formas oral e retal, que são geralmente realizadas em ambiente hospitalar. Outros modos de medir a febre, como na orelha e na testa, através de adesivos, também podem ser utilizados, mas são considerados menos precisos e eficientes.

Quando é hora de procurar ajuda médica?

Apesar de ser considerada um sintoma, a febre costuma vir acompanhada de sinais que indicam sua presença, como calafrios, tremedeira, suor, dores de cabeça, fraqueza e dor muscular.

Em casos de febre muito alta, variando entre 39,4°C e 41,1°C, é preciso tomar um cuidado maior, pois pode haver convulsões, irritabilidade, confusão mental e até alucinações. Portanto, ao observar a presença de febre mais elevada e persistente acima dos 39ºC, é hora de procurar atendimento médico.

Cálculo Renal: o que é e como tratar as pedras nos rins?

quarta, 03 de novembro de 2021

O cálculo renal, conhecido popularmente como pedras nos rins, é uma doença que atinge o processo de filtragem do sangue. Quando há excesso de certas substâncias, como cálcio e ácido úrico, pequenos cristais são formados, resultando em pedrinhas alojadas nos rins ou em outras partes do sistema urinário.

Uma vez que a função do rim é filtrar as impurezas e equilibrar o volume de água no organismo, os cálculos renais costumam trazer bastante dor e problemas nessa excreção da urina.

Existem quatro tipos de cálculo renal

  • - Cálculo de cálcio, geralmente o tipo mais comum
  • Cálculo de cistina, que acomete pessoas com uma doença renal crônica chamada cistinúria
  • Cálculo de estruvita, que crescem mais e podem bloquear o sistema urinário
  • Cálculo de ácido úrico, mais comum em pessoas do sexo masculino

Além disso, o cálculo renal pode ser classificado conforme a localização no sistema urinário, podendo ser renal (dentro do rim), ureteral (dentro do ureter) ou vesical (bexiga).

Principais causas de cálculo renal

A principal causa de formação do cálculo renal é a baixa ingestão de água. Por conta disso, a urina se torna muito concentrada, levando à formação dos cristais que se transformam nas pedras nos rins.

Além disso, ingerir comidas com muito sal e quantidade de proteínas elevadas também são fatores desencadeantes dos cálculos renais. No entanto, o cálculo de estruvita é causado por bactérias provenientes de infecções urinárias recorrentes.

Sintomas apresentados pelo cálculo renal

O cálculo renal costuma apresentar alguns sintomas que acendem o sinal de alerta para o problema. Confira abaixo os principais aspectos indicativos de pedras nos rins

  • cólicas fortes que se irradiam para as costas e para a parte inferior do abdômen
  • dificuldade para urinar, eliminando pequenas quantidades de urina
  • ardência ao urinar
  • quadros de infecção urinária
  • sangue na urina
  • náuseas e vômitos
  • febre

Fatores de risco

Alguns fatores podem representar um maior risco de desenvolver pedras nos rins. Esse problema pode ser mais comum em pessoas obesas, diabéticos, pessoas sedentárias, e principalmente aqueles indivíduos com histórico familiar da doença.

Grau de incidência

O cálculo renal pode atingir desde crianças até idosos. As estatísticas apontam que as chances de uma pessoa desenvolver o problema é de 12%, o que corresponde a 1 em cada 8 indivíduos. No entanto, homens têm maior propensão a ter pedras nos rins em relação às mulheres.

Qual o profissional procurar e como tratar o problema

Ao observar sintomas de cálculo renal, é recomendado procurar um especialista. Inicialmente, o nefrologista é médico indicado para tratar o problema. Nesse caso, o tratamento é realizado com uso de analgésicos, conforme indicação médica, e do aumento no consumo de água, a fim de eliminar as pedras de modo natural.

Em alguns casos, como a presença de cálculos maiores ou que obstruem a passagem da urina, pode haver necessidade de cirurgia para retirada das pedras.

Diagnóstico

Para obter o diagnóstico, o paciente deve passar por consulta médica onde o histórico de saúde é avaliado. Além disso, o nefrologista pode solicitar exames de sangue e urina, e também uma tomografia de abdômen e pelve.

No entanto, o ultrassom também pode mostrar a presença dos cálculos, sendo o exame mais indicado para diagnosticar gestantes e crianças, por exemplo.

É possível prevenir as pedras nos rins?

Para prevenir a formação do cálculo renal é necessário dedicar um cuidado maior à alimentação. A partir da baixa ingestão de sal, ingestão moderada de proteínas e maior consumo de água, torna-se mais difícil desenvolver o problema.

Alimentos ricos em oxalato, como nozes, batata doce e espinafre, também podem ser prejudiciais. Isso não significa que eles não podem ser ingeridos, mas que seu consumo deve ser moderado, alternando com outros alimentos.

De modo geral, manter uma rotina mais saudável, com prática regular de atividades físicas, dieta balanceada e controle de peso auxiliam na prevenção do cálculo renal e de muitas outras doenças.

Saúde do Homem: campanha Novembro Azul e o foco na prevenção.

segunda, 01 de novembro de 2021

Com a chegada do penúltimo mês do calendário, todos os olhares se voltam para a saúde do homem. O Novembro Azul tem o objetivo de conscientizar a população masculina sobre a importância de cuidar da saúde e de visitar o médico regularmente, mantendo os exames em dia. Mais do que prevenir o câncer de próstata, o Novembro Azul visa alertar os homens sobre a necessidade de manter uma vida saudável e cuidar da saúde como um todo.

Campanha Novembro Azul

O movimento Novembro Azul completa 18 anos em 2021: ele surgiu em 2003, na Austrália, com o objetivo de chamar a atenção da população masculina para a importância de cuidar da saúde. Além do Novembro Azul, outras campanhas também possuem focos específicos, como o Outubro Rosa (alerta para as doenças que atingem as mulheres), o Setembro Amarelo (foco na saúde mental) e o Dezembro Vermelho (combate a Aids).

Por que o câncer de próstata ganha tanto destaque no Novembro Azul? O câncer de próstata é tão falado, pois é o mais comum entre os homens. Conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), um em cada seis homens brasileiros irá ser diagnosticado com este tipo de câncer em algum momento da vida.

Estudos mais recentes apontam, ainda, que no Brasil um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata. O câncer de próstata atinge, principalmente, homens após os 45 anos.

Saúde do homem muito além do câncer de próstata

A importância de cuidar da saúde do homem vai muito além do câncer de próstata. Outros tipos de câncer e outras doenças, quando diagnosticados precocemente, têm mais chances de cura. De acordo com dados do Inca, no Brasil, o câncer de pulmão, por exemplo, acomete mais de 18 mil homens por ano, enquanto o câncer colorretal aparece em 17 mil homens anualmente, o de estômago em 13.500 homens e o de boca em 11 mil homens por ano.

Outro tipo de câncer que, apesar de raro, também acomete a população masculina é o câncer de pênis. Ele representa 28% de todos os cânceres que podem acometer o homem e costumam aparecer após os 50 anos.

Consultas regulares e exames de rotina

Muitos homens passam anos sem visitar o médico. Outros, ainda, passam décadas sem realizar um exame. O que estes homens não sabem é a importância do diagnóstico precoce. Muitos podem ser portadores de alguma doença grave e não ter sintomas. E sem uma consulta regular não há diagnóstico.

Entre os cuidados básicos que o homem deve ter com a saúde estão

  • - Testes de urina e hemograma completo
  • Teste de glicemia (para identificar e prevenir a diabetes)
  • Atualização da carteira de vacinação
  • Verificação da pressão arterial
  • Testes para HIV, sífilis e hepatites B e C (realizados gratuitamente pelo SUS e o resultado é conhecido em menos de 30 minutos)
  • Teste de IMC (Índice de Massa Corporal)

Ao consultar regularmente um médico, outros exames devem ser solicitados com base no histórico e na idade do paciente. E então, que tal aproveitar o Novembro Azul para visitar o médico e realizar alguns exames? Cuide da sua saúde por você, pela sua família e por todos que te amam!

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